Revista Retroflexo: Revista Científica de Letras, Linguística, Literatura e Tradução do Centro Universitário Cidade Verde – UniCV
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<p>Revista Retroflexo: <span style="font-family: georgia, serif;"> </span><span id="m_3638106103635049514gmail-docs-internal-guid-3cdbe218-7fff-cfa6-85dd-7ccbfc14de30"><span style="font-family: georgia, serif;"><em>Revista Científica de Letras, Linguística, Literatura e Tradução do Centro Universitário Cidade Verde – UniCV</em></span></span></p>Paula Juliana Ferreirapt-BRRevista Retroflexo: Revista Científica de Letras, Linguística, Literatura e Tradução do Centro Universitário Cidade Verde – UniCVAnálise trilíngue: comparando estratégias de tradução das línguas inglesa, portuguesa e chinesa em “Jogos Vorazes”
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<p><span style="font-weight: 400;">Este estudo deriva de um projeto de iniciação científica que analisou as diferentes estratégias de tradução empregadas nas versões em língua portuguesa e em língua chinesa do primeiro capítulo do livro </span><em><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes</span></em><span style="font-weight: 400;">, de Suzanne Collins através da comparação das traduções com a versão original em língua inglesa. O principal objetivo foi observar o uso e a escolha de diferentes estratégias, além de analisar a maneira que essas estratégias influenciam o processo tradutório. Para isso, investigaram-se os fatores que podem ter levado os tradutores a optar por determinadas estratégias. Também foi considerada a atuação de aspectos culturais nesse percurso. A pesquisa foi conduzida por meio da comparação de vários trechos do capítulo e se baseou em estudos de muitos teóricos da área, com destaque para os trabalhos de Vinay e Darbelnet (1995), Leppihalme (1992), Britto (2012) e Eco (2001). Identificaram-se algumas possíveis alterações de sentido; no entanto, concluiu-se que, apesar dessas potenciais mudanças, as traduções permanecem bastante fiéis ao texto original. Ademais, constatou-se a presença recorrente de fatores culturais no processo tradutório, o que permite afirmar sua elevada relevância no processo.</span></p>Isabela Marroco BertonhaLiliam Cristina Marins
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2026-06-022026-06-0211Subjetividade, Trauma e Voz Feminina: leitura crítico-poética em Contos de Areia e Açúcar
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<p>O presente artigo investiga a construção da subjetividade traumática e da voz feminina silenciada no poema Contos de areia e açúcar, a partir da interface entre psicanálise e crítica literária. Parte-se do entendimento de que a linguagem poética constitui espaço privilegiado para a inscrição do trauma, especialmente em contextos de violência simbólica. A análise centra-se nas metáforas de areia e açúcar, compreendidas como alegorias da memória fragmentada e da tensão entre dor e doçura, em diálogo com o conceito de confusão de línguas (Ferenczi, 1933). Articula-se também a perspectiva de Butler (1993), evidenciando como práticas discursivas reiteram o silenciamento de meninas e mulheres. Metodologicamente, o estudo combina revisão teórica e análise interpretativa do poema, com uma dimensão formativa voltada à leitura crítica. Conclui-se que a escrita literária pode funcionar como espaço de reexistência, testemunho e reparação simbólica, permitindo a reinscrição de vozes silenciadas no campo discursivo.</p>Fátima Christina CalicchioSheila Oliveira Lima
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2026-06-022026-06-0211A saga do tradutor traído: flexões lexicais da conlang orwelliana em tradução brasileira
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<p>Este trabalho é um recorte do relatório de iniciação científica fomentado pela Universidade Estadual de Maringá (2024-25), tendo como <em>corpus</em> a <em>conlang</em> presente no romance distópico ‘1984’, de George Orwell (c1977), e a tradução de Heloisa Jahn e Alexandre Hubner publicada pela Companhia das Letras (Orwell, 2021). Com base nos estudos pós-estruturalistas da tradução (Arrojo, 1999; Blume e Peterle, 2013; Esteves, 2014) e no estudo de línguas artificiais (Noletto; Norledge e Stockwell, 2024), objetivamos explorar como os tradutores estão ou não inseridos nesta obra de literatura distópica e comparar o aspecto flexional nas duas versões observadas. A partir das análises concluímos que a tradução brasileira selecionada demonstra uma escolha deliberada em adaptar e reconhecer algumas diferenças morfológicas específicas entre as línguas inglesa e portuguesa, destacando, a partir de uma nota de rodapé, a ressalva de que a <em>conlang</em> traduzida tem algumas limitações. Defendemos a ideia de que o tradutor não só pode como deve assumir o papel de <em>conlanger </em>durante o processo de tradução do ‘1984’ e obras semelhantes, desvinculando-se da ideia de ser um traidor em potencial e demarcando deliberadamente a sua voz enquanto co/re/criador linguístico-literário.</p>Tales Giovani BernardinoLiliam Cristina Marins
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2026-06-022026-06-0211