PARA COMPREENDER O NEOCONCRETO
APONTAMENTOS SOBRE A RELAÇÃO ESPECTADOR-OBRA A PARTIR DA PRODUÇÃO DE LYGIA CLARK
Palavras-chave:
Neoconcretismo, Concretismo, Lygia ClarkResumo
Este artigo tem como objetivo investigar teoricamente o período artístico Neoconcreto e o contexto de seu surgimento no Brasil. Nesse sentido, nos propomos a realizar uma pesquisa sobre arte (REY, 1996), de cunho bibliográfico com ênfase teórico-analítica no tripé história-teoria-crítica do movimento artístico em questão. A fim de responder a problemática sobre como se dá a relação espectador-obra de arte no neoconcretismo, analisamos também o percurso de Lygia Clark e sua característica radical frente à produção de arte do período. Utilizamos de autores como Ronaldo Brito (1999), Ferreira Gullar (1959) e Maria Alice Milliet (1992) para pensar a trajetória de Clark e a contextualização do período artístico que a pesquisa percorre. A investigação resultante deste artigo, que derivou de uma Pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC), possibilitou a compreensão que o Neoconcreto deu os primeiros passos para a incorporação do sujeito na produção artística, de modo que promoveu uma arte experiencial em contraposição à atitude passiva do observador.
Referências
BRITO, Ronaldo. As Ideologias Construtivas no Ambiente Cultural Brasileiro. Projeto construtivo brasileiro na arte (1950-1962). -- São Paulo : Pinacoteca do Estado/FUNARTE, 1977.
BRITO, Ronaldo. Neoconcretismo. São Paulo: Cosac Naify, 1999.
CASTRO, Almícar de; GULLAR, Ferreira; WEISSMANN, Franz; CLARK, Lygia; PAPE, Lygia; JARDIM, Reynaldo; SPANÚDIS, Theon. Manifesto Neoconcreto. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 23 mar. 1959.
CLARK, Lygia. Arte Brasileira Contemporânea. Rio de Janeiro: FUNARTE, 1980.
CLARK, Lygia; Oiticica, Hélio. Cartas, 1974-84. Organizado por Luciano Figueiredo. 2 ed., Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1998.
COUTINHO, Wilson. Neoconcretismo e Merleau-Ponty: através. Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro: 1. Neoconcretismo. Exh. cat., Rio de Janeiro: Galeria de Arte BANERJ, 1984.
FAVARETTO, Celso Fernando. A invenção de Hélio Oiticica. 2 ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.
GULLAR, Ferreira. Arte concreta. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 25 jun. 1960. p. 105-107.
GULLAR, Ferreira. Arte neoconcreta: uma experiência radical. Catálogo da exposição "Ciclo de Exposições sobre Arte no Rio de Janeiro: 1.Neoconcretismo 1959/1961" realizada em 1984.
GULLAR, Ferreira. Da arte concreta à arte neoconcreta. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 18 jul. 1959. p. 108-113.
GULLAR, Ferreira. Teoria do não-objeto. In: AMARAL, Aracy A. (coord.). Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950 - 1962. São Paulo; Rio de Janeiro: Pinacoteca do Estado de São Paulo; MAM-RJ, 1977. p.85-94.
JEZZINI, J. S. P. . A Arte Brasileira no espaço e no sentido da construtividade. Revista Ohun , v. 8, p. 1-23, 2011.Disponível em: <http://www.revistaohun.ufba.br/pdf/janaina.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2023.
KERN, M. L. (1982). DESENVOLVIMENTO E ARTE CONCRETA NO BRASIL. Estudos Ibero-Americanos, 8(2), 239-248. https://doi.org/10.15448/1980-864X.1982.2.36181
MEDEIROS, Izabella. A Relação entre Corpo e Subjetividade na Obra de Lygia Clark. Concinnitas, Rio de Janeiro, v. 1, n. 26, p. 36-58, jul. 2015.
MILLIET, Maria Alice. Lygia Clark: obra-trajeto. São Paulo: Edusp, 1992.
MORAIS, Frederico. Concretismo/Neoconcretismo: quem é, quem não é, quem aderiu, quem precedeu, quem tangenciou, quem permaneceu, saiu, voltou, o concretismo existiu? In: Projeto Construtivo Brasileiro na Arte. Rio de Janeiro; São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1977, p.292-299.
MORAIS, Frederico. Contra a arte afluente: o corpo é o motor da obra. Revista de Cultura Vozes, Rio de Janeiro, v. 64, n. 1, p. 45-59, jan-fev. 1970.
OITICICA, Helio. O objeto : instâncias do problema do objeto. 1968. ICAA Documents Project · ICAA/MFAH. Mfah.org. Disponível em: <https://icaa.mfah.org/s/en/item/1110629>. Acesso em: 16 jun. 2023.
PÁSCOA, LUCIANE. Concretismo e Utopia: a vanguarda artística nos anos 50. Disponível em: http://www.revista.uea.edu.br/abore/artigos/artigo_LucianePascoa.pdf. Acesso em: 25 jun. 2023.
REY, Sandra. Da prática à teoria: três instâncias metodológicas sobre a pesquisa em poéticas visuais. Porto Alegre, Porto Alegre, v. 7, n. 13, p. 81-95. nov. 1996.
ROSA, Luisa Günther. Neoconcretismo: manifesto e práxis. 2007. 104 f. Dissertação (Mestrado em Sociologia)-Universidade de Brasília, Brasília, 2007.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 DIVERSITÀ: Revista Multidisciplinar do Centro Universitário Cidade Verde

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
