A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO EIXO PESQUISA-ENSINO

UM PANORAMA GERAL DOS POSSÍVEIS EFEITOS E REFLEXÕES DE USO

Autores

  • Blake Oliver Furquim de Camargo UEM; UniCV
  • Fatima Christina Calicchio UniCV

Palavras-chave:

Letramento digital, Comportamento humano, Cognição humana, Ética em docência, Ética em pesquisa

Resumo

Esta pesquisa explora criticamente o possível impacto do uso das IA no comportamento e na cognição humana, bem como sua interferência no eixo pesquisa-ensino, considerando as potencialidades do letramento digital, dependência tecnológica e criticidade do manejo das ferramentas automatizadas. O objetivo central consistiu em analisar as práticas de pesquisadores, docentes e estudantes em relação à apropriação da IA nos processos de produção científica e intelectual, considerando os processos de reescrita e de verificação. Desta forma, aplicou-se um questionário a 89 participantes em um congresso acadêmico, buscando mapear os padrões de uso, confiança e criticidade. A análise das respostas foi fundamentada na psicanálise freudiana sob a leitura de Lindenmeyer (2025) e na psicologia comportamental de Skinner (2003), bem como os estudos de Gerlich (2025) e Sichman (2021). Durante este estudo, revelou-se uma dicotomia: a IA atua como ferramenta de otimização operacional, com apresentação de riscos em dependência cognitiva e, consequentemente, redução de esforço intelectual. A confiança plena na tecnologia ocorre mesmo em ambientes de maior escolaridade e traz reflexões sobre a necessidade de um letramento digital que ultrapasse a competência técnica, considerando dimensões éticas, comportamentais e metacognitivas. Os resultados indicam o uso cotidiano motivado por reforço imediato, coexistindo com desconfiança sobre a veracidade de dados, evidenciando que o letramento digital é essencial para a promoção da autonomia intelectual, por meio de práticas conscientes e questionadoras, voltadas ao raciocínio humano e não à substituição desta habilidade.

Biografia do Autor

Blake Oliver Furquim de Camargo, UEM; UniCV

Mestrando em Letras na Universidade Estadual de Maringá (UEM), na área de concentração de Estudos Linguísticos. Possui graduação em Letras - Português e Inglês pela Universidade Estadual de Maringá (2020) Habilitação em Tradução (Bacharel) pela UEM e Pedagogia pelo Centro Universitário de Ensino Superior de Maringá (CESUMAR) e Especializado na área de Tutoria e Gestão EAD, Educação Especial: Deficiência Intelectual e Psicologia da Educação pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi). Graduado em Licenciatura em Teatro pela UnÍtalo no ano de (2022) e Design de Games (Bacharel) na Universidade Anhembi Morumbi (2025). Está cursando Letras - Português e Japonês na Universidade Positivo.

Fatima Christina Calicchio, UniCV

Doutora em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL); Mestra em Letras na área de Estudos Linguísticos, pela Universidade Estadual de Maringá (UEM); Possui Licenciatura em Letras Português/Inglês e respectivas literaturas pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Tem experiência em docência nos níveis fundamental, médio e superior, bem como na modalidade a distância e na autoria de material didático para EAD; Editora chefe na Revista Retroflexo: Revista Científica de Letras, Linguística, Literatura e Tradução do Centro Universitário Cidade Verde UniCV. Como pesquisadora, é membro do grupo de pesquisa VALEN (Variação linguística na Escola e Normas UEL/CNPQ; membro do grupo de pesquisa PEGEN - Pesquisa em Gramática e Ensino UniCV/CNPQ. Interessa-se por pesquisas voltadas para o ensino de Língua Portuguesa pelas perspectivas do Funcionalismo e da Sociolinguística.

Referências

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Publicado

01-07-2026