A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO EIXO PESQUISA-ENSINO
UM PANORAMA GERAL DOS POSSÍVEIS EFEITOS E REFLEXÕES DE USO
Palavras-chave:
Letramento digital, Comportamento humano, Cognição humana, Ética em docência, Ética em pesquisaResumo
Esta pesquisa explora criticamente o possível impacto do uso das IA no comportamento e na cognição humana, bem como sua interferência no eixo pesquisa-ensino, considerando as potencialidades do letramento digital, dependência tecnológica e criticidade do manejo das ferramentas automatizadas. O objetivo central consistiu em analisar as práticas de pesquisadores, docentes e estudantes em relação à apropriação da IA nos processos de produção científica e intelectual, considerando os processos de reescrita e de verificação. Desta forma, aplicou-se um questionário a 89 participantes em um congresso acadêmico, buscando mapear os padrões de uso, confiança e criticidade. A análise das respostas foi fundamentada na psicanálise freudiana sob a leitura de Lindenmeyer (2025) e na psicologia comportamental de Skinner (2003), bem como os estudos de Gerlich (2025) e Sichman (2021). Durante este estudo, revelou-se uma dicotomia: a IA atua como ferramenta de otimização operacional, com apresentação de riscos em dependência cognitiva e, consequentemente, redução de esforço intelectual. A confiança plena na tecnologia ocorre mesmo em ambientes de maior escolaridade e traz reflexões sobre a necessidade de um letramento digital que ultrapasse a competência técnica, considerando dimensões éticas, comportamentais e metacognitivas. Os resultados indicam o uso cotidiano motivado por reforço imediato, coexistindo com desconfiança sobre a veracidade de dados, evidenciando que o letramento digital é essencial para a promoção da autonomia intelectual, por meio de práticas conscientes e questionadoras, voltadas ao raciocínio humano e não à substituição desta habilidade.
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