ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NA INVESTIGAÇÃO DA SARCOPENIA E DESEMPENHO FÍSICO EM PACIENTES PÓS BARIÁTRICOS
Palavras-chave:
Cirurgia Bariátrica., Desempenho Funcional, Fisioterapia, Obesidade, SarcopeniaResumo
No Brasil observa-se um crescimento considerável da obesidade na população e pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mostram que a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais de idade mais que dobrou no país entre 2003 e 2019, passando de 12,2% para 26,8%. A perda de massa corpórea, incide também em uma significativa diminuição de massa muscular, e acaba por desencadear precocemente uma redução do desempenho físico destes indivíduos, e em casos mais graves pode gerar uma sarcopenia. O presente estudo tem por objetivo evidenciar a importância da avaliação fisioterapêutica em pacientes entre 20 e 50 anos, pós bariátricos há mais de 2 anos, afim de identificar a incidência na queda do desempenho físico, bem como verificar o desenvolvimento da sarcopenia precoce. A coleta de dados foi realizada através da aplicação de questionários para avaliação do perfil de vida após a cirurgia bariátrica, identificação da porcentagem de pacientes com risco de incidência de sarcopenia, além da avaliação por testes de sentar e levantar cinco vezes, dinamometria e exame de bioimpedância. Nos resultados observou-se que 52,17% dos indivíduos não praticam atividade física, 65,21% tem redução na força de membros superiores, 95,65% tem boa funcionalidade em membros inferiores, mais de 65% dos pacientes apresentaram obesidade sarcopênica e 100% apresentou pré-sarcopenia secundária. Deste modo concluiu-se que a avaliação fisioterapêutica em pacientes pós bariátricos é eficaz na identificação precoce ou tardia destes diagnósticos, determinando a sua importância em possibilitar um tratamento com melhores prognósticos.
Referências
BARBOSA-SILVA, M. C.; BARROS, A. J.; WANG, J.; HEYMSFIELD, S. B.; PIERSON, R. N. Bioelectrical impedance analysis: population reference values for phase angle by age and sex. The American Journal of Clinical Nutrition, Bethesda, v. 82, n. 1, p. 49–52, 2005.
BENTON, M. J.; WHYTE, M. D.; DYAL, B. W. Sarcopenic obesity: strategies for management. American Journal of Nursing, New York, v. 111, n. 12, p. 38–44, 2011.
EICKEMBERG, M. et al. Bioimpedância elétrica e sua aplicação em avaliação nutricional. Revista de Nutrição, Campinas, v. 24, n. 6, p. 883–893, 2011.
EKNOYAN, G. Adolphe Quetelet – o homem médio e índices de obesidade. Nephrology Dialysis Transplantation, Oxford, v. 23, n. 1, p. 47–51, 2008.
FERRAZ, L. Suplementação proteica após a cirurgia bariátrica. São Paulo: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, 2017.
LAURINO, C. Sarcopenia: a perda progressiva e generalizada da massa muscular esquelética. São Paulo: INSPORT – Instituto de Saúde, Prevenção, Ortopedia, Reabilitação e Treinamento, 2018.
LIRA, C. D. D. Reincidência da obesidade após cirurgia bariátrica. 2017. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade de Fortaleza, Fortaleza, 2017.
LIZ, C. L. et al. Aderência à prática de exercícios físicos em academias de ginástica. Motriz: Revista de Educação Física, Rio Claro, v. 16, n. 1, p. 181–188, 2010.
MALMSTROM, T. K. et al. SARC-F: a symptom score to predict persons with sarcopenia at risk for poor functional outcomes. Journal of Cachexia, Sarcopenia and Muscle, Hoboken, v. 7, n. 1, p. 28–36, 2016.
MANDA, R. M. Obesidade sarcopênica: diagnóstico, prevalência e associações com aptidão física, resistência insulínica, estresse inflamatório e oxidativo. 2013. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Botucatu, 2013.
MELO, M. E. Doenças desencadeadas ou agravadas pela obesidade. São Paulo: Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, 2011.
NAKANO, M. M. Versão brasileira da Short Physical Performance Battery (SPPB): adaptação cultural e confiabilidade. 2007. Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2007.
NASCIMENTO, M. F. et al. Valores de referência de força de preensão manual em ambos os gêneros e diferentes grupos etários: um estudo de revisão. EFDeportes.com, Revista Digital, Buenos Aires, n. 146, 2010.
OMRON HEALTHCARE BRASIL. HBF-514: balança de bioimpedância. São Paulo, 2022.
POLLOCK, A. et al. Interventions for improving sit-to-stand ability following stroke. Cochrane Database of Systematic Reviews, London, n. 5, 2014.
R DEVELOPMENT CORE TEAM. R: a language and environment for statistical computing. Vienna: R Foundation for Statistical Computing, 2022.
ROSSONI, C. Obesidade sarcopênica pós-cirurgia bariátrica e metabólica. São Paulo: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, 2017.
SOUZA, I. P. et al. Utilização do SARC-F para triagem de sarcopenia em pacientes adultos hospitalizados. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2020.
TEIXEIRA, J. A. C.; CHAME, F. Identificando a sarcopenia nos programas de reabilitação cardiopulmonar metabólica. Rio de Janeiro: SOCERJ – DERCAD, 2021.
VALENTE, M.; MAGALHÃES, M. A. Z.; ALEXANDRE, T. S. Recomendações para diagnóstico e tratamento da sarcopenia no Brasil. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2022.
VILAS BÔAS, M. L. Obesidade, cirurgia bariátrica e desinformação: um risco a ser superado. São Paulo: Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, 2019.
VINHAES, F. Pesquisa do IBGE mostra aumento da obesidade entre adultos. Brasília: Governo do Brasil, 2020.
WHITNEY, S. L. et al. Clinical measurement of sit-to-stand performance in people with balance disorders: validity of data for the Five Times Sit-to-Stand Test. Physical Therapy, Alexandria, v. 85, n. 10, p. 1034–1045, 2005.
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 DIVERSITÀ: Revista Multidisciplinar do Centro Universitário Cidade Verde

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
